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Manu Malheiro wearing Sofia Godinho Floripa Swimsuit at Praia Vermelha, Rio de Janeiro

RIO ATRAVÉS DE MANU MALHEIRO:

UM EDITORIAL CARIOCA

THE SCENE

Há cidades que se visitam.
Outras ficam. Rio, através de Manu Malheiro e Sofia Godinho.

A Sofia visitou pela primeira vez em 2004 e nunca esqueceu.

As praias, o calor, a comida, a forma como a cidade nos recebe com uma energia que não existe em mais lado nenhum. Voltar ao Rio, desta vez através da Manu, era inevitável.

Manu Malheiro é brasileira de nascença, com raízes portuguesas, e uma referência de tudo aquilo em que acreditamos sobre estilo. Não havia escolha mais natural para esta conversa entre culturas. Algo no encontro entre Portugal e Brasil reflete aquilo que a Sofia Godinho sempre foi, no detalhe com intenção, presença sem esforço.

O carioca, a pessoa nascida no Rio, tem uma forma de vestir que não é simples nem complicada. É proporcional ao dia. Ao humor. À qualidade da luz da manhã. O biquíni escolhido para combinar com um sentimento. A pulseira que ecoa a emoção de acordar. O chinelo que não é descuido, é uma decisão. O carioca joga beach tennis num conjunto coordenado, canta Chico Buarque e emociona-se ao ver o pôr-do-sol do Arpoador que já viu mil vezes. Têm alma própria, ritmo próprio, um desejo genuíno de rir e viver alto com as pessoas que amam. Solar. Acordar a sorrir.

Talvez porque o Rio seja, acima de tudo, uma cidade de simbiose única. A montanha ampara o mar. O mar ilumina a montanha. A natureza desce à cidade e a cidade sobe de volta à natureza. E nesse encontro, nasce algo que não existe em mais lado nenhum. O carioca carrega isso também: terra e água ao mesmo tempo, urbanidade e natureza no mesmo gesto, seriedade e leveza no mesmo fôlego.

Manu Malheiro wearing Sofia Godinho Èze Dress at Mureta da Urca, Rio de Janeiro

Essa forma de ser transborda na maneira como o carioca vive a cidade. Não o Rio dos guias de viagem, mas a Prainha e o Grumari, guardados perto e partilhados apenas com quem sabe perguntar. A Lagoa ao fim da tarde. O Jardim Botânico, onde o tempo abranda sem aviso. O Parque Lage, onde se vai para um café e fica-se a tarde toda. A Vista Chinesa, que explica a cidade melhor do que qualquer mapa. A Pedra do Sal. Santa Teresa. Os museus que guardam memória e imaginam o futuro como o Museu do Amanhã, Museu da República, Museu Histórico Nacional.

O Rio que almoça na Garota da Urca sem pressa. Que janta no Aprazível com a cidade toda lá em baixo. Que bebe uma caipirinha na Mureta da Urca ao fim da tarde porque sabe que aquela luz entre as 17h e o pôr-do-sol não existe em mais lado nenhum.

A vida é mais leve quando se tem a hipótese de caminhar à beira-mar todos os dias. O Rio sabe disso melhor do que ninguém.

Manu Malheiro wearing Sofia Godinho Floripa Swimsuit at Praia Vermelha, Urca
Manu Malheiro wearing Sofia Godinho Floripa Swimsuit

Essa simbiose é também o que a Sofia Godinho é. Uma marca nascida do mar e da luz, mas que se transporta para outros contextos, a cidade, a cultura, a vida urbana. Água e terra. Sol e sombra. O detalhe que pertence à praia e faz igual sentido num jantar em Santa Teresa ou numa tarde no Jardim Botânico.

Portugal e Brasil partilham uma língua. Mas partilham também outra coisa: a certeza silenciosa de que as melhores coisas não precisam de anúncio. Apenas de presença.

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